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terça-feira, 23 de julho de 2019

Você sabe o que é mimetismo? Assista nosso vídeo!

O objetivo do vídeo é apresentar a ideia de mimetismo, diferenciando e exemplificando brevemente os tipos batesiano e mulleriano.

Assine nosso canal e receba nossos vídeos!

#borboleta #natureza #mimetismo


sexta-feira, 12 de julho de 2019

História de uma vida


Conheça aqui a lagarta mais linda do mundo! Bom, pelo menos isso foi o que pensei quando encontrei com ela a primeira vez!

O vídeo traz imagens do acompanhamento de um indivíduo da espécie Lycorea ilione ao longo de sua vida até a fase adulta. Todas as imagens foram obtidas em ambiente natural.

Inscreva-se no canal da Casa do Biólogo no Youtube e acompanhe os próximos vídeos.

#borboleta #metamorfose #natureza #biologia #mataatlantica #butterfly #rainforest

https://www.youtube.com/watch?v=9b962hbIpaY

https://www.youtube.com/watch?v=9b962hbIpaY

terça-feira, 9 de julho de 2019

Palestrante confirmado, Dr. Jose Neto!

ATENÇÃO! Acabamos de confirmar a participação do prof. Dr. Jose Neto, que ministrará palestra de lançamento da sua coleção de e-books "Borboletas do Litoral Sul". Desde já agradecemos ao professor Dr. Jose Neto, o público terá uma supresa com a preciosidade deste livro que vem todo ilustrado com ciclos de lindas espécies. Confirme sua inscrição aqui!


sexta-feira, 5 de julho de 2019

Borboletas no inverno!








O objetivo deste vídeo é contribuir com a desmistificação da ideia de que no inverno, ou em alguns meses dele, não vale a pena fazer registros de borboletas, devido as baixas temperaturas. Este pensamento talvez possa ser útil para regiões cujos invernos apresentam temperaturas mais baixas por muitas semanas seguidas. Os observadores de borboletas podem fazer registros surpreendentes, inclusive inéditos, nesta estação do ano que guarda particularidades interessantes. São apresentadas fotografias de 40 espécies de borboletas, todas registradas nos invernos de 2018 e 2019 em Curitiba e municípios da Região Metropolitana. Todos os registros mostrados neste filme estão disponibilizados no portal de Ciência Cidadã, iNaturalist, para uso científico: https://www.inaturalist.org/observations?place_id=any&user_id=mzamoner&verifiable=any. Todos os registros estão democrática e livremente abertos para consulta, contendo informações de autor (coletor da imagem), georreferenciamento completo, horário, dia, mês, ano entre outros dados. Contatos sobre especificações destes registros podem ser feitos diretamente com a autora por este portal.

#borboletas #inverno #natureza #mataatlantica #biologia
https://www.youtube.com/watch?v=r9auVUbXvXM


CRÉDITOS/CREDITS

IMAGENS/IMAGES:
MARISTELA ZAMONER
https://www.inaturalist.org - mzamoner

CONSULTORIA/CONSULTING:
DENI LINEU SCHWARTZ FILHO

MÚSICA/MUSIC:
  Winter, Largo. The Four Seasons (Vivaldi) by John Harrison with the Wichita State University Chamber Players is licensed under a Attribution-ShareAlike 3.0 International License.

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terça-feira, 2 de julho de 2019

Belezas em pleno inverno...

Pois o inverno curitibano tem seus encantos! Esta borboleta linda visitou sem timidez alguma os meus dedos... e depois seguiu seu voo! Obrigada por este momento bela!

Espécie: Archaeoprepona demophon thalpius (Hübner, [1814]).
Local: Curitiba, Paraná.

#borboleta #observação #biologia #natureza #jardimbotanico
Saiba mais: https://www.inaturalist.org/observations/28000322

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Entrega de certificados - Curso de Observação de Borboletas

Hoje entregamos para Eliane Spirandelli, do Núcleo de Educação da Área Norte do Estado do Paraná os certificados do curso que ministrei nos dias 6 e 13 de junho de 2019 para professores do Estado do Paraná. Objetivamos apresentar aos professores caminhos para a prática de integrar a Observação de Borboletas e a Ciência Cidadã a aulas de Ciências e Biologia, nas modalidades expositiva, de laboratório e, destacadamente, de campo. O curso teve a participação de Dayana Kososki que ministrou uma palestra sobre Neuroaprendizagem e Observação da Natureza.
Missão cumprida! Fica meu agradecimento ao Jorge Dotti colega e amigo que indicou meu trabalho, a Eliane Spirandelli que acredita nos alunos, nos professores e em nosso trabalho, a toda equipe do Museu de História Natural onde o curso ocorreu e a Dayana Kososki pelo apoio e participação. Que venham outros momentos como este!







terça-feira, 25 de junho de 2019

Borboleta-monarca-do-sul

Linda... borboleta-monarca-do-sul!

Espécie: Danaus erippus (Cramer, 1775).
Local: Curitiba, Paraná.




sexta-feira, 21 de junho de 2019

VÍDEO SOBRE AS CÓPULAS DAS BORBOLETAS




O vídeo mostra 18 espécies de borboletas da Mata Atlântica durante a cópula. Complementa de forma ilustrativa os vídeos anteriores, que abordaram explicativamente dimorfismos sexuais e rituais de acasalamento.

https://www.youtube.com/watch?v=AVZ9vg-vBdI

#borboleta #cópulas #biologia #natureza






quarta-feira, 19 de junho de 2019

Dia glorioso, belo começo no Jardim Botânico!

Esta semana comecei a trabalhar no Jardim Botânico de Curitiba com o objetivo focado em desenvolver um projeto de estudo das borboletas locais. E que semana bem iniciada!
Hoje recebi a visita do amigo Roberto Cyrino, observador de aves e borboletas. Seja sempre bem-vindo Roberto! Aqui impulsionaremos juntos o movimento de Observação de Borboletas!



Obrigada Roberto, pela visita e por mais este presente lindo, selos de borboletas brasileiras!



As surpresas do dia não pararam por aí, recebi de braços abertos o geógrafo Felipe Augusto Hoeflich Damaso de Oliveira, profissional brilhante que desenvolve um belíssimo trabalho na área ambiental em Jaraguá do Sul. E meu primo tão querido!



Para completar a alegria minha madrinha Regina Oliveira e meus priminhos tão amados!



Para não dizer que não falei das borboletas, parafraseando, não faltaram novos registros de espécies para o nosso encantado Jardim Botânico de Curitiba!

Gratidão por este dia maravilhoso!


Temenis laothoe meridionalis Ebert, 1965


Biblis hyperia nectanabis (Fruhstorfer, 1909)


Doxocopa kallina (Staudinger, 1886)


Phoebis philea philea (Linnaeus, 1763)



sexta-feira, 14 de junho de 2019

VÍDEO: O NAMORO DAS BORBOLETAS



O vídeo mostra uma coleção de partes dos rituais de acasalamento, abrangendo 10 (dez) espécies de borboletas da Mata Atlântica. Durante os sofisticados rituais de acasalamento das borboletas, as fêmeas geralmente fazem pousos nos quais erguem seu abdome enquanto são cortejadas por vôos caprichados dos machos. Estes movimentos permitem a percepção de feromônios, cores e outros fatores que levarão ao acasalamento, ou não. Encante-se neste filme com as lindas danças preliminares do ato sexual que tem a função de garantir a continuidade de cada espécie.

Inscreva-se no canal do Youtube Casa do Biólogo!

https://www.youtube.com/watch?v=-5P2l_Dghl8



quinta-feira, 13 de junho de 2019

Curso de Observação de Borboletas, aulas de campo

Ocorreu hoje no Museu de História Natural Capão da Imbuia o curso "Observação de Borboletas, aulas de campo", para professores do Núcleo de Educação da Área Metropolitana Norte do Estado do Paraná.

O curso contemplou os seguintes conteúdos ministrados pela bióloga lepidopterologista Maristela Zamoner: o contexto mundial e brasileiro da Observação de Borboletas; relações da temática do curso com a grade curricular e desdobramentos possíveis; Ciência Cidadã e uso do iNaturalist; as conexões para aulas de campo e de laboratório (observação microscópica de escamas e pólen); identificação das Famílias de borboletas; referências para apoio a aulas, livros de acesso gratuito e filmes, bem como foram oportunizadas práticas de campo e de laboratório. A bióloga Dayana Kososki ministrou palestra sobre Neuroaprendizagem e Observação da Natureza, que revelou a importância das aulas de campo para o processo de aprendizagem global e de desenvolvimento cerebral como um todo.

A expectativa é que o curso permita a inclusão de aulas de campo e de laboratório sobre a temática da Observação de Borboletas. Esperamos contribuir com o trabalho esmerado que nossos professores já realizam, ampliando possibilidades para aulas integradas a atividades de campo, laboratório e vivência da Ciência Cidadã por meio da Observação de Borboletas - Bióloga lepidopterologista do Museu de História Natural Capão da Imbuia - Maristela Zamoner

















terça-feira, 11 de junho de 2019

Você sabe como as borboletas namoram?

Você sabe como as borboletas namoram? Inscreva-se em nosso canal "Casa do Biólogo", no Youtube, e não perca nosso próximo vídeo sobre rituais de acasalamento, o segundo da nossa maratona dos namorados!

Espécie: Dryas iulia alcionea (Cramer, 1779)
Local: Curitiba, Paraná.


sexta-feira, 7 de junho de 2019

VÍDEO: DIMORFISMO SEXUAL

Nossa pequena maratona do mês dos namorados começou! Hoje você aprecia este vídeo lindo que revela diferenças entre machos e fêmeas de algumas espécies. Nas próximas semanas traremos mais dois vídeos em homenagem aos namorados, um sobre rituais de acasalamento e outro sobre cópulas! Inscreva-se em nosso canal e não perca nenhum deles!
#diadosnamorados #borboleta #biologia #dimorfismosexual #natureza
https://www.youtube.com/watch?v=z_9hHgPKlQk






O vídeo objetiva mostrar que as diferenças entre machos e fêmeas das diferentes espécies de borboletas podem ser desde aquelas sutis, quase imperceptíveis, até as mais exuberantes.


https://www.youtube.com/watch?v=z_9hHgPKlQk

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Junho, mês dos namorados, novidades a caminho!

Junho, mês dos namorados! Nossa homenagem virá na forma de três vídeos lindos sobre os seguintes assuntos: DIMORFISMO SEXUAL, RITUAIS DE ACASALAMENTO e CÓPULAS. A cada semana divulgaremos um deles, não perca, altas emoções nos aguardam!
Espécie: Arawacus meliboeus (Fabricius, 1793).
Local: Curitiba, Paraná.
#borboleta #biologia #natureza

sábado, 1 de junho de 2019

VÍDEO: AS FAMÍLIAS DAS BORBOLETAS



O vídeo apresenta as diferentes Famílias de borboletas e algumas de suas características. Objetiva-se exemplificar diferenças das Famílias que são visíveis em borboletas vivas, observadas em seus ambientes naturais.

https://www.youtube.com/watch?v=nw6WTNoJ0e4

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Levina levina...

Bem-vinda em seu 1o. registro para a Grande Curitiba!

Espécie: Levina levina (Plötz, 1884).
Local: Campina Grande do Sul, Paraná.

Saiba mais: https://www.inaturalist.org/observations/25968633
A espécie não foi elencada na última publicação que compila dados para Grande Curitiba: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=45552790009






sábado, 25 de maio de 2019

A vida de Eunica eburnea



Cada vídeo de metamorfose que apresentamos aqui é resultado de meses de acompanhamento e registros. Hoje, trazemos um pouco da história desta linda, porém pouco conhecida, borboleta da Mata Atlântica! Deixe-se encantar por ela!

https://www.youtube.com/watch?v=FvvovyazbZY

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Eueides isabella dianasa...



Como prometido aí está a borboleta inteira, esbanjando beleza! Esta é uma das espécies que em sua fase larval consome folhas de maracujazeiros. Não é linda?

Espécie: Eueides isabella dianasa (Hübner, [1806]).
Local: Campina Grande do Sul, Paraná.

sábado, 18 de maio de 2019

CAMUFLAGEM - VÍDEO



O vídeo, com enfoque na vida das borboletas, apresenta uma definição de camuflagem ilustrando-a com diferentes espécies em seus ambientes naturais. Todas as imagens deste vídeo foram produzidas em ambiente natural.




https://www.youtube.com/watch?v=_c1Kvl20l8c

quinta-feira, 16 de maio de 2019

A vez da fêmea!


Como prometido, mostramos agora a beleza da fêmea que acompanhava o lindo macho azul, que você pode rever AQUI!

Espécie: Myscelia orsis (Drury, 1782) - Fêmea.
Local: Campina Grande do Sul, Paraná.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Myscelia orsis, na hora certa!

Parado no local onde já existiu um relógio, este espetáculo da Natureza revela como é bom ter um momento na vida para esquecer do tempo...
Aguarde, logo mostraremos a beleza da fêmea que o acompanhava antes deste intervalo no braço de quem os observava!

Espécie: Myscelia orsis (Drury, 1782) - Macho.
Local: Campina Grande do Sul, Paraná.

domingo, 12 de maio de 2019

FELIZ DIA DAS MÃES!



Uma homenagem da Casa do Biólogo à todas as mamães que trazem vida ao mundo!

Espécie: Heliconius erato phyllis (Fabricius, 1775).
Local: Curitiba, Paraná.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

O que houve neste encontro de Adelphas?

Com algum antepassado em comum, cada espécie do gênero Adelpha seguiu o rumo dos próprios encantos pelas gerações. Mas quem garante que neste delicioso café da manhã não houve pelo menos um flerte entre estas borboletas de espécies diferentes?
#borboletas #biologia
Espécie abaixo: Adelpha serpa serpa (Boisduval, 1836).
Espécie acima: Adelpha mythra (Godart, [1824]).
Local: Campina Grande do Sul, Paraná.

  

terça-feira, 7 de maio de 2019

Oviposição de Mechanitis lysimnia...

Olha só o detalhe dos ovinhos brancos nesta foto! A fêmea passou cerca de 30 minutos sobre a folha, colocou o primeiro ovinho e depois de um intervalo seguiu para os próximos. Às vezes, imediatamente após liberar um dos pequenos ovos, abria e fechava as asas, como se aplaudisse o próprio feito de honrar gerações!
Espécie: Mechanitis lysimnia (Fabricius, 1793).
Local: Campina Grande do Sul.


sábado, 4 de maio de 2019

A transparência está no ar...

Quem não sonha com uma relação transparente? Pois para esta espécie este sonho é uma realidade!
Espécie: Pteronymia carlia Schaus, 1902.
Local: Campina Grande do Sul, Paraná.


terça-feira, 30 de abril de 2019

Conceituação científica e legal aplicada à gestão de fauna no Brasil.

Por Deni Lineu Schwartz Filho - Biólogo


Do ponto de vista essencialmente técnico, científico e do senso comum, entende-se por fauna silvestre o conjunto de animais vivendo no meio ambiente, onde desempenham as suas funções ecológicas, não dependendo de cuidados humanos para sobreviver. Nesse caso, entende-se por meio ambiente os ecossistemas naturais ou alterados, localizados nas unidades de conservação ou nas áreas rurais, periurbanas ou urbanas. A fauna silvestre pode conter exemplares de espécies autóctones, ou seja, que têm a distribuição geográfica natural ocorrendo naquele bioma, ou espécies alóctones, cuja distribuição geográfica original ocorre em outro bioma.

Do ponto de vista legal o conceito técnico-científico foi contemplado corretamente na Lei 5.197/1967, que já em seu primeiro artigo conceitua fauna silvestre como: “Os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais ...”. Ou seja, tal como na conceituação técnica, o conceito trazido pela Lei 5.197 refere-se especificamente aos ANIMAIS que estão fora do cativeiro, ou seja, que vivem de forma independente no meio ambiente. Neste caso, os exemplares de espécies que não ocorrem naturalmente no Brasil (espécies exóticas), quando estabelecidos no meio ambiente, também são considerados animais silvestres. Essa conceituação legal é também similar ao usualmente utilizado em países com legislações ambientais bem consolidadas como nos EUA, no Canadá, na Austrália e nos países da comunidade Europeia.

Já a Lei 9.605/1998, desvirtuou completamente o conceito técnico-científico de fauna silvestre ao definir que: “São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras”. Ou seja, essa lei considera como silvestres os animais pertencentes às ESPÉCIES que têm o ciclo de vida ocorrendo no território brasileiro, que no caso se aplica somente às espécies nativas do Brasil. Neste caso, os exemplares de espécies que não ocorrem naturalmente no Brasil (espécies exóticas), não são considerados silvestres, mesmo quando estabeleceram populações autossuficientes no meio ambiente.

É nítida a diferença entres os conceitos definidos na Lei 5.197/67 e na Lei 9.605/98. A primeira refere-se a silvestres como os INDIVÍDUOS, que independente da espécie, vivem naturalmente no meio ambiente. Já a segunda lei, refere-se a silvestres como os exemplares pertencentes a ESPÉCIES com distribuição geográfica original ocorrendo dentro do território Brasileiro, não importando se esses exemplares vivem de forma autossuficiente no meio ambiente ou são mantidos fora do seu habitat natural (ex situ), dependendo de cuidados humanos para sobreviver.

Problemas para a gestão da fauna, trazidos pela Lei 9.605/98:

a)     Do ponto de vista biológico não existem espécies silvestres ou espécies domésticas, existem sim populações silvestres e populações domésticas de determinadas espécies. Como exemplo temos o cão e o lobo, que pertencem a mesma espécie biológica (Canis lupus). As populações domésticas da espécie abrangem as várias raças caninas e as populações silvestres são conhecidas como lobos. No Brasil temos a espécie Cairina moschata, cujas populações domésticas são conhecidas como patos-domésticos e as populações silvestres são conhecidas como patos-do-mato, sendo que as populações silvestres e domésticas usualmente se intercruzam. Ao introduzir o conceito errôneo de “espécie silvestre”, a Lei 9.605/98 dificulta o uso sustentável e a gestão dos recursos faunísticos, deturpando o estabelecido na Lei 5.197/1967, que visou inibir o uso extrativista (caça) e incentivar o uso sustentável (criação).
b)     Os animais que vivem ou que se originaram no meio ambiente (in situ) têm natureza jurídica diversa dos animais originários em criadouros autorizados (ex situ). A Lei 9.605/98 junta no mesmo balaio dois objetos com natureza jurídica distinta, criando uma séria distorção, onde um bem de uso difuso, tutelado coletivamente e tipicamente regido pela legislação ambiental, se confunde com um bem privado, tutelado pelo proprietário e regido majoritariamente pelo código civil (marginalmente pela legislação ambiental que veda tratamento cruel a qualquer tipo de animal).

Para fins práticos de gestão e na formulação de normativas de fauna, é altamente recomendável:

a)   Evitar o emprego dos termos “animais silvestres” ou “animais da fauna silvestre” para se referir aos animais, que independente da espécie, nasceram em condição ex situ, e que, portanto, dependem de cuidados humanos para sobreviver. Definitivamente não são exemplares silvestres. Esses animais devem ser referidos como “animais da fauna nativa nascidos em empreendimentos autorizados”.
b)   Evitar o emprego de termos como criação ou comercialização de “animais silvestres” ou “animais da fauna silvestre”, mesmo quando se referir às espécies da fauna brasileira, pois os exemplares oriundos do meio ambiente, em tese, não podem ser comercializados nem mantidos como animais de estimação. Também neste caso pode-se utilizar os termos “criação ou comercialização de animais da fauna nativa...”.
c)    Evitar o emprego do termo “espécie silvestre”, pois do ponto de vista biológico não existem espécies silvestres. Existem sim populações silvestres e populações domésticas de determinada espécie. Usar preferencialmente os termos: “espécie nativa”, “espécie exótica” e “espécie doméstica”.
d)   Jamais utilizar o termo “espécie silvestre exótica”, pois além do erro conceitual do ponto de vista biológico, esse termo é frontalmente contrário ao conceito constante na Lei 9.605/98.

Recomendamos que para fins práticos de gestão e na formulação de normativas de fauna, sempre que possível, se utilizem termos que não confrontem a legislação brasileira e ao mesmo tempo mantenham significado científico e técnico preciso, tais como:

a)   Fauna nativa: O conjunto de espécies cuja distribuição geográfica original inclui o território brasileiro e suas águas jurisdicionadas. Sinônimo de fauna brasileira ou de fauna indígena.
b)   Fauna exótica: O conjunto de espécies cuja distribuição geográfica original não inclui o território brasileiro ou suas águas jurisdicionadas. Sinônimo de fauna alienígena.
c)    Fauna doméstica: O conjunto de espécies cujo processo de evolução foi influenciado ou induzido pelo homem através da seleção de caracteres desejáveis ou pelo melhoramento genético. Para fins de gestão, essas espécies são consideradas oficialmente domésticas. São espécies que podem conter populações selvagens, mas onde a maioria dos indivíduos dependem de cuidados humanos.
d)   Animal silvestre: Exemplar que vive no habitat e bioma natural de sua espécie, sem depender de cuidados humanos ou que vive sob cuidados humanos, mas é originário do meio ambiente.
e)   Animal asselvajado: Exemplar de espécie considerada doméstica, que se adaptou a viver no meio ambiente, desempenhando as funções ecológicas fora do bioma de origem da espécie e totalmente independente de cuidados humanos. Sinônimo de animal alçado.

Suor nutritivo...

Até mesmo nas pontinhas de nossos dedos temos um néctar para borboletas, o suor! E elas sabem aproveitar!
Espécie: Vinius letis (Plötz, 1883).
Local: Campina Grande do Sul, Paraná.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

A bela dos olhos negros!



Aí está a dona dos olhos negros, cujas fases larvais se alimentam de plantas do grupo das figueiras. Espetáculo!

Espécie: Marpesia petreus (Cramer, 1776).
Local: Curitiba, Paraná.

"Mas, num misto piedade e revolta, 
dois olhos negros miram de longe, 
sem ninguém notar... 
Acima dos montes, além das cumeeiras, 
das copas frondosas das grandes figueiras 
dois olhos contemplam buscando entender: 
"- Já faz tanto tempo..."" - recorte da poesia 
Olhos Negros de Carlos Omar Villela Gomes.



terça-feira, 23 de abril de 2019

De quem são estes lindos olhos negros?

Quem nos observa com estes lindos olhos negros?

Há uma dica neste fragmento da poesia Olhos Negros de Carlos Omar Villela Gomes.

"Mas, num misto piedade e revolta, 
dois olhos negros miram de longe, 
sem ninguém notar... 
Acima dos montes, além das cumeeiras, 
das copas frondosas das grandes figueiras 
dois olhos contemplam buscando entender: 
"- Já faz tanto tempo...""

Nos acompanhe, sua identidade será revelada esta semana!


domingo, 21 de abril de 2019

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Anartia amathea roeselia



Textura perfeita, difícil saber onde termina a flor e onde começa a borboleta. Isto é sentir a natureza!
Espécie: Anartia amathea roeselia (Eschscholtz, 1821)
Local: Curitiba, Paraná.