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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Quase nascendo!!!

Estes ovinhos já estão com suas lagartinhas prontas para nascer, esta mancha escura no topo de cada ovo é o que chamamos de cápsula cefálica da lagarta, a cabeça. Suas irmãs, aí ao lado, não tiveram a mesma sorte, estão sendo devoradas por formigas. O objetivo em seguida será chegar com vida a fase de pupa, quando refletem a riqueza dourada da Natureza, e só então, será possível almejar a experiência de voar, olha que espetáculo...

Espécie: Mechanitis lysimnia. Local: Curitiba, Paraná. Equipamento utilizado na fotografia dos ovos: Macro Lens Olloclip e aplicativo Nurugo Micro.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Invisível universo das borboletas...

Aqui temos uma borboleta de asas quase transparentes, ligeiramente amareladas, contornadas por preto, com pontos brancos que a iluminam.

Parece estranho, ela não está vistosa sobre uma flor, e sim, pendendo debaixo de uma folha.

Ela está ali cumprindo sua missão, escondendo seu filhotinho, ajudando-o a escapar de seus predadores, contribuindo para que sua espécie siga em frente através das gerações!


Lá vamos nós olhar debaixo da folha... e a olho nu, quase nada se vê. Uma folha já meio envelhecida... mas calma, há um pontinho...

Hoje as tecnologias nos levam por mundos inacreditáveis. Então, é só tirar dos bolsos os equipamentos mágicos, encaixar no celular e surge um universo.

Aquele pontinho insignificante ganha arte, parece ter um véu discreto de proteção e é todo ornamentado. Chega a ser comparável a um planeta rodeado pelas estrelas que são apenas detalhes de uma folha vegetal.

Quem diria, ali dentro cabe uma borboleta inteira, e toda história de seus antepassados...

Espécie: Dircenna dero
Local: Curitiba, Paraná

Equipamento utilizado: Macro Lens Olloclip e aplicativo Nurugo Micro.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O deslumbre das escamas de borboletas...

Esta é Pterourus scamander, uma borboleta vistosa, encantadora, nas fotos pode ser vista colocando um ovo, que aparece em detalhe.

Suas escamas também são destacadas, belíssimas!

Mesmo depois de mortas as borboletas guardam sua majestade. Estas escamas foram observadas meses depois do fim da vida de uma borboleta cujos restos foram encontrados pelos rincões matosos de Curitiba.

Hoje, com a simplicidade de um microscópio que se acopla ao celular, temos acesso a imagens lindas como esta!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Animal Patch Besouro Hister (8,5x6,7cm)

Natal está chegando, tempo de pensar em presentinhos especiais! Que tal este ano presentear com as belezas da nossa fauna? Produtos lindos, bordados de alta qualidade, colecionáveis, aplicáveis e reaplicáveis em camisetas, jaquetas, bonés, chapéus, agendas, quadros de decoração e onde mais a criatividade permitir! Descontos especiais para compras em quantidades.

casadobiologo@gmail.com
www.casadobiologo.com.br
41 99656-6288

*Parte da venda é destinada a produção de livros de distribuição gratuita. Ajude a disseminar conhecimento! Acesse nossos livros e aguarde as novidades: https://casadobiologo.com.br/18-livros

Animal Patch Besouro Hister (8,5x6,7cm).
Espécie: Hister quadrinotatus.
Produto colecionável, bordado de alta durabilidade, para aplicação por costura ou termocolagem em camisetas, jalecos, coletes, casacos, bolsas, malas, chapéus, quadros e onde mais a criatividade permitir. Bordado de alta durabilidade, pode ser utilizado e reutilizado por tempo indeterminado.
Na aquisição do Animal Patch você ganha o livro Atlas de Biodiversidade, Volume 1, contendo ilustrações e informações sobre 84 espécies da fauna.
ATENÇÃO: As cores dos patchs podem sofrer pequenas alterações que se devem à produção industrial dos tecidos, fios e variações de iluminação na fotografia.

E nascem as lagartinhas depois de 8 dias...


Espécie: Hesperocharis paranaensis
Local: Curitiba, Paraná
Dia: 20 de novembro de 2018

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Hiperantha testacea


Espécie: Hiperantha testacea.
R$ 20,00
Produto colecionável, bordado de alta durabilidade, para aplicação por costura ou termocolagem em camisetas, jalecos, coletes, casacos, bolsas, malas, chapéus, quadros e onde mais a criatividade permitir. Bordado de alta durabilidade, pode ser utilizado e reutilizado por tempo indeterminado.
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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Dendrobates tinctorius azureus

Natal está chegando, tempo de pensar em presentinhos especiais! Que tal este ano presentear com as belezas da nossa fauna? Produtos lindos, bordados de alta qualidade, colecionáveis, aplicáveis e reaplicáveis em camisetas, jaquetas, bonés, chapéus, agendas, quadros de decoração e onde mais a criatividade permitir! Descontos especiais para compras em quantidades.
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Animal Patch Azureus (8,5x8,6cm). ADQUIRA AQUI!!!
R$ 20,00

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ATENÇÃO: As cores dos patchs podem sofrer pequenas alterações que se devem à produção industrial dos tecidos, fios e variações de iluminação na fotografia.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Invisíveis lá no alto! Ovinhos de uma borboletinha branca...

E lá no alto da árvore uma borboletinha branca toda charmosa coloca seus ovos. Pois não aguentei, peguei uma escada e lá fui fotografar seus ovos, que para quem passa por ali, são invisíveis. Uma beleza sem fim... E os ovinhos continuam lá onde foram colocados, assim poderemos acompanhá-los ao longo de sua jornada. Aí ao lado vem uma foto da espécie na fase adulta, assim temos ideia do que cada ovinho guarda. Segue o acompanhamento, será que vamos conhecer suas lagartinhas?


Espécie: Hesperocharis paranaenses
Local: Curitiba, Paraná
Dia: 14 de novembro de 2018

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Sem tirar do campo, novos rumos para conservação

Existem muitas fotografias lindas de ovos de borboletas, que foram tirados de seu local e levados para laboratórios e estúdios fotográficos. 

O desafio é registrar os ovos sem tirá-los do local onde foram ovipositados. E que desafio... mas se pretendemos avançar em conservação, precisamos tentar fazer diferente, e o primeiro passo para aprender é observar. 

Aqui está um ovo fotografado em campo hoje pela manhã, e ele continua lá onde sua mãe borboleta o colocou, ontem. Ao lado uma foto do momento da oviposição e outras da borboleta adulta... 

O próximo desafio é acompanhar seu desenvolvimento: no campo!

Espécie: Agraulis vanillae
Data do registro: 13 de novembro de 2018
Local: Curitiba/PR

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Pupa de ouro!

Eis o conteúdo da caixinha de joias... vale ouro, é um prêmio sim, e está vivo... Vocês lembram daquelas lagartinhas? Tanto esforço para acompanhar uma, duas, três, cinco posturas... dezenas e dezenas de ovos, todas morriam... Ovos predados por formigas, parasitados por vespas, lagartas predadas por pássaros, parasitadas por moscas, por outras vespas... mortes e mais mortes alimentando outras vidas no show da Natureza. Mas eis que num dia nos deparamos com a exceção da exceção... e uma delas conseguiu chegar a fase de pupa, medalha de ouro! Toda dourada! Ainda há muito pela frente, a jornada não acabou... Será que sobreviverá aos seus novos desafios até a vida adulta?




Você curte nossas postagens? Então conheça nosso patchs e leve uma linda borboleta com você AQUI.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

26 de outubro de 2018, todas vivas

Logo cedo ao verificar a folha na qual nos últimos dias contamos 21 (vinte e uma) lagartas, constatamos todas vivas. Por enquanto seu desenvolvimento está normal, sem sinais de predação, nem parasitismo ou alguma doença. Aguardemos aos próximos capítulos na expectativa de ver pelo menos uma borboleta.

Espécie: Mechanitis lysimnia.
Local: Curitiba/PR.


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

25 de outubro de 2018 - 21 lagartas vivas

Hoje contamos o número de lagartas que acompanhamos em campo, 21 (vinte e uma). Como é possível notar, o número é o mesmo que vemos nas fotos de ontem e também o mesmo número de ovos observados desde o dia 18 de outubro. Estavam todas juntas e na parte inferior da folha. Aparentemente até agora não houve nenhuma perda, parecem estar com boa alimentação, todas têm tamanho aparentemente semelhante e a folha apresenta suas roeduras.

Seguem nos próximos dias as observações com as contagens para verificação das perdas.

Espécie: Mechanitis lysimnia.
Data: 25 de outubro de 2018.




quarta-feira, 24 de outubro de 2018

24 de outubro de 2018 - Mechanitis lysimnia, contando uma história real



Hoje, logo cedo, em plena chuvinha, visitamos as recém-nascidas lagartas cujas vidas vamos acompanhar nos próximos dias.

Estavam todas bem e a folha verde onde sua mãe depositou os ovos que as abrigaram por alguns dias, tinha sinais de que estão se alimentando bem!

Duas aranhas estão na mesma planta e parecem esperar o momento certo para fazer uma refeição de lagartas. Mas elas não oferecem risco para todas.

Na mesma planta ainda podemos ver suas irmãs mais velhas cujos corpos agora abrigam outras espécies, parasitas.
Não sabemos quando estes parasitas nascerão, mas ao saírem de seus casulos devem acasalar imediatamente e as fêmeas buscarão lagartas para ovipositar, colocando em risco todas as nossas protagonistas. Esperamos que mesmo havendo este risco pela frente, sobrem algumas para que possamos contemplar o surgimento indescritível e improvável de uma borboleta.

Bem próximo dali, em outra folha, o corpo da lagarta antes sugada por um hemíptero ainda pende, enquanto suas irmãs mais novas parecem velá-lo. Insatisfeito, o hemíptero já devorou outra lagarta. Ele ainda é jovem, e logo deve procurar mais uma e mais outra lagarta, afinal, de outra forma ele próprio não terá chances de se desenvolver.

Será uma torcida intensa para que ao menos uma das nossas lagartinhas sobreviva às aranhas, aos parasitas e ao hemíptero que já estão na mesma planta prontos para devorá-las. Será uma torcida para que outros riscos ainda invisíveis não as dizimem por completo.


Na planta vizinha uma postura da mesma espécie não teve a mesma sorte das nossas pequenas. Todos os ovos tinham sinais de predação. Não sabemos quem os destruiu, mas entre os insetos que gostam de predar ovos, estão algumas formigas.

Venha conosco nesta aventura. Serão vários dias acompanhando a vida destas borboletas jovens. Para receber novos capítulos, siga nosso blog!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Um novo dia, um novo começo, esperança de uma borboleta!

E veio um novo dia! Com ares renovados e esperança fresca! Nossos ovinhos geraram lagartinhas bebês, que nasceram saudáveis e comilonas! Desta vez, todos os ovos se salvaram, depois de 4 dias cada um deles gerou uma nova lagartinha. Então, hoje começamos a acompanhar mais uma história, são algumas dezenas de lagartas que começam a experimentar os perigosos desafios da vida. Será que desta vez conseguiremos ver ao menos uma borboleta adulta? Vamos acompanhar, a cada dia vou contar um pouquinho desta aventura!!!

Espécie: Mechanitis lysimnia.
Local: Curitiba/Paraná.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Morreram todas.

E... morreram todas.
No primeiro dia havia uma fêmea no auge de sua vitalidade, esbanjando beleza, empenhada em colocar suas dezenas de ovos nas pontinhas das folhas bem verdes. Cheia de esperanças em sua prole.
Nos dias seguintes alguns ovos foram destruídos, mas outros escaparam e começaram a nascer lagartinhas com aquele típico ar de jovialidade. Vieram outros insetos, parasitaram a maior parte das sobreviventes.
Ficaram duas ou três vivas que quase chegaram a fase de casulo, se não tivesse surgido este hemíptero bebê faminto, preto e vermelho, que as sugou pela extremidade até não suportarem vivas.
Daquela primeira coleção de ovos, nenhum chegou vivo ao ponto de descobrir o que é ser uma borboleta. Mas nesta jornada, foram fonte de vida para outras espécies que delas dependem para existir.
Ao seu jeito, cumpriram sua missão. Mas não fiquemos tristes, no mesmo local existem ovos prontos para gerar mais lagartas que lutarão bravamente para tentar chegar a fase reprodutiva, quando nos deslumbram com seus encantos.


É uma história que deve nos ensinar a ter muito, mas muito respeito por aquele ovo que consegue um dia descobrir o que é voar. Afinal, para cada borboleta madura que chega a fase reprodutiva, dezenas de suas irmãs jovens foram mortas pelo caminho. Uma borboleta pode dar a impressão de ser frágil, mas sua vida conta uma história de muita força e bravura.

Espécie: Mechanitis lysimnia.
Data da observação: 22 de outubro de 2018.
Local: Curitiba, Paraná.



Saiba mais: https://www.inaturalist.org/observations/17660327

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Uma jornada cheia de perigos

Ainda há pela frente da vida destas futuras borboletas uma jornada perigosa, o final do estágio de lagarta e toda a fase de pupa, tempo pelo qual continuará a exposição aos muitos fatores de risco para sobrevivência, como vemos nas fotografias (parte das lagartas com características de terem sofrido parasitismo fatal). Uma borboleta adulta, merece muito respeito, seu sacrifício só é aceitável se não existe nenhuma outra forma de estudo e se a investigação em si for diretamente importante para sua conservação. Uma borboleta que chega a fase reprodutiva, no esplendor de sua fase alada, merece viver e ter a oportunidade de deixar seus ovos na Natureza, afinal, a minoria deles terá a chance de, um dia, alçar voo.

Espécie: Mechanitis lysimnia.
Data da observação: 19 de outubro de 2018.
Local: Curitiba, Paraná.


Saiba mais: https://www.inaturalist.org/observations/17660327

domingo, 14 de outubro de 2018

Biólogos criam grupo de Protetores da Fauna Silvestre

Ontem foi criado o grupo "Protetores da Fauna Silvestre", na rede social Facebook, que reúne biólogos a fim de discutir questões relacionadas aos animais nativos e as pressões causadoras de impactos a sua sobrevivência.
Os organizadores trazem a pauta as seguintes argumentações: 
"Precisamos estar juntos pelo bem-estar de todos os animais e não só de alguns! É preciso pensar ecologicamente, nas espécies e não somente nos espécimes. E as espécies que estão em risco, hoje, são as nativas e não as exóticas.Então, as ações que envolvem exóticos cujas espécies não estão ameaçadas, como cães e gatos, jamais podem aumentar riscos para as nativas que já estão pressionadas por muitos fatores.São importantíssimas as ações com cães e gatos que não perdem esse valor básico! O limite que deve haver está no exato ponto em que alguma destas ações ofereça qualquer possibilidade de risco para espécies nativas. É possível atender a todas estas necessidades, mas precisamos estar juntos nesta consciência.Tenho certeza que nenhum defensor de cães e gatos gostaria de saber que suas atividades podem ser mais uma ameaça a espécies nativas que estão se acabando por outras pressões promovidas por nós!" - Maristela Zamoner, bióloga servidora pública.
"Nas redes sociais o tema "Proteção Animal", infelizmente, é conduzido sob um olhar antropomórfico, pelo qual os animais são "humanizados" não se admitindo uma abordagem mais técnica e científica que priorize a conservação das espécies autóctones. Também, na prática, essas discussões se reduzem aos cães e gatos, mais raramente a outros animais de estimação e quase nunca à nossa fauna in situ. O grupo Protetores da Fauna Silvestre foi criado para abrir espaço para essa discussão". Deni Lineu Schwartz Filho, biólogo empreendedor.



domingo, 30 de setembro de 2018

A fantástica biodiversidade das borboletas do Capão da Imbuia!

Você conhece o projeto Butterflies Bosque do Museu de História Natural Capão da Imbuia?

Este projeto explora uma nova metodologia de avaliação da biodiversidade de borboletas, sem que estes exemplares de nossa rica fauna sejam capturados e nem sacrificados.

Muitos amantes da natureza já despontam explorando formas inovadoras de conhecimento desse grupo, agora precisamos incorporar caminhos que respeitem mais as borboletas também em nossas avaliações profissionais.



O projeto já chegou à metade do seu tempo de duração. Até o momento foram constatadas mais de 200 espécies de borboletas no bosque, entre as mais de 2.500 observações computadas. Em geral, avaliações como estas são feitas pela coleta e sacrifício das borboletas, portanto, já teriam sido mortas mais de 2.500 delas, para que pudéssemos saber quais existem no Bosque do Capão da Imbuia. 


Esta história está mudando, caminhos novos e que realmente podem ajudar na sustentação desta fauna na Natureza estão se viabilizando por tecnologias inovadoras. 

Afinal, mesmo que os insetos sejam prolíficos, não podemos esquecer que os ambientes de florestas primárias estão cada vez mais pressionados pelas atividades humanas, e cada borboleta adulta, já passou por um processo de seleção, venceu parasitoides, predadores, doenças, mudanças ambientais e outros desafios em suas fases de ovo, lagarta, pupa e adulto. Cada borboleta que encontramos no ambiente, merece o respeito por ter chegado viva até ali, no auge de sua fase reprodutiva, é tempo de desenvolvermos esse olhar mais cuidadoso.

Os registros fotográficos do projeto até agora incluíram ovos, lagartas, pupas e adultos. Entre as atividades realizadas pelas borboletas se fotografou: alimentação, repouso, ritual de acasalamento, cópula, voo de oviposição, oviposição, interações interespecíficas e outras. Já é possível reconhecer espécies mais abundantes e mais raras para o local. Mais de cinquenta participantes de variadas partes do mundo envolveram-se nas identificações, incluindo entomólogos especializados, são membros da rede iNaturalist, onde o projeto está hospedado.

A biodiversidade deste grupo está surpreendendo se considerarmos que o bosque é pequeno, não tem ligação por corredores ecológicos com nenhuma outra área verde e está cercado por extensos espaços urbanos. 

Quando pensamos que todo o país de Portugal conta com 136 espécies de borboletas e neste pequeno bosque já há registro de mais de 200, podemos ter uma ideia desta riqueza que merece cuidado especial, olhar atento e atitude para conservação.

A primavera e o verão devem nos reservar mais surpresas até o encerramento do projeto! Enquanto isto, que tal um passeio neste bosque para contemplar algumas destas belezas naturais?

Conheça AQUI o projeto Butterflies Bosque do Museu de História Natural Capão da Imbuia.




Saiba mais:

http://www.biodiversidadeteresopolis.com.br/
http://borboletaskmariposas.blogspot.com/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_borboletas_de_Portugal






quarta-feira, 18 de julho de 2018

sábado, 14 de julho de 2018

Hibridização entre Agraulis vanillae e Dione juno?

Por Maristela Zamoner

Nesta última sexta feira, dia 13 de julho de 2018, tive uma oportunidade mágica.

Registrar em Curitiba, no Bosque do Capão da Imbuia, um ritual de acasalamento entre duas espécies envolvidas em estudos recentes, muito interessantes, que consideram possibilidades de hibridização.

O filme registra claramente uma fêmea de Dione juno e um macho de Agraulis vanillae em um ritual de acasalamento capturado em vídeo por cerca de um minuto.

Em pesquisa no local, que está em andamento e foi iniciada em março de 2018, foram registrados até agora 18 (dezoito) exemplares de Dione juno, 7 (sete) de Agraulis vanillae e 1 (um) de Dione moneta, por sinal, primeiro registro da espécie para a cidade, feito no dia 2 de maio de 2018, ainda sem publicação científica pelos meios tradicionais.

Esta é uma área de conhecimento humano que merece ser estudada criteriosamente.

Deixo disponível o filme realizado e a indicação de leitura de um artigo belíssimo envolvendo as 3 "espécies" em questão.



Saiba mais:






terça-feira, 26 de junho de 2018

terça-feira, 19 de junho de 2018

terça-feira, 12 de junho de 2018

Dia dos namorados!

Uma homenagem da Casa do Biólogo ao Dia dos Namorados!


Casal da espécie Ithomia drymo Hübner, 1816, em cópula...

Curitiba, fotografia datada de março de 2018.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Arawacus meliboeus


Espécie: Arawacus meliboeus (Fabricius, [1793])
Data da fotografia: 18 de maio de 2018
Local: Curitiba, Paraná

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Asas de vidro - Pseudoscada erruca


Pseudoscada erruca (Hewitson, 1855)
Local: Curitiba/PR
Dia da fotografia: 20 de abril de 2018
Horário: 9h49min

domingo, 15 de abril de 2018

23 de novembro de 1832, o baile de Darwin


Por Maristela Zamoner


Há alguns séculos a fragmentação do conhecimento humano não era tão clara e proposital quanto agora. Os intelectuais formavam-se pela influência concomitante de várias áreas dos saberes humanos. Hoje um pesquisador das Ciências Exatas ou Naturais que flerte acintosamente com a arte, ou declaradamente afeito aos sabores dos bailes, pode não ser muito bem visto em certos redutos que costuram o conhecimento a formalidades e corporativismos. Curiosamente, nestes mesmos bancos tenta-se desajeitadamente a interconexão de conteúdos com esforços quase artificiais que me trazem à mente palavras como interdisciplinaridade ou transdisciplinaridade. Mas no passado um cientista útil era capaz de fazer diferentes áreas dialogarem com uma naturalidade que agora pouco se entende.

Quem tiver paciência para ler o Diário do Beagle, de Charles Darwin, por exemplo, vai perceber um naturalista de sensibilidade e conhecimento desamarrado que extrapolava em muito o âmbito da História Natural. Darwin começava sua segunda década de vida mostrando na redação um deslumbre de dar inveja a muitos poetas maduros da contemporaneidade. Citava lugares, autores, referências de arte e artistas dos mais variados. Ele foi um daqueles pensadores com capacidade de entender a vida pela inteligência da articulação de saberes. Possuía olhares mais imaginativos e apaixonados que os de um enlaçado acadêmico que ora se considera vivo, mas suas habilidades mais valorizadas não têm compromisso com o novo. A essência atrevida, que é o amalgama da arte, estava autorizada para a Ciência...

E foi em visita à América do Sul, durante a viagem que inspirou e fundamentou a grande obra A Origem das Espécies, publicada em 1859, que Charles Darwin registrou suas frequências ao teatro, para um baile num dia e para ouvir a ópera da Cenerentola, de Rossini, no dia seguinte. O jovem de 23 anos visitava Montevidéu, cidade que para ele tinha um ar de “grande riqueza e ocupação”. Todo o conteúdo que consta em seu diário de naturalista no dia 23 de novembro de 1832 deteve-se a sua impressão sobre aquele baile:



23. À noite houve um grandioso baile que se ofereceu com a finalidade de celebrar o restabelecimento do presidente. Era uma cena muito mais alegre do que teria podido pensar que este lugar conseguisse gerar. O desejo que têm os habitantes de surgirem esplendidamente vestidos nessas ocasiões é excessivo. E, para realiza-lo, as senhoras não pouparão sacrifícios. A música era em compasso muito lento e dançante e, embora muito formal, possuía muita graciosidade.

O baile ocorreu no teatro. Nada me surpreendeu tanto quanto a distribuição da casa: todas as partes que não estavam efetivamente ocupadas pelos dançarinos estavam abertas às mais baixas classes da sociedade, de modo que todas as passagens para os camarotes, os fundos da plateia, estavam preenchidas por quaisquer pessoas que quisessem espiar. E ninguém jamais pareceu sequer conceber a possibilidade de uma conduta inadequada por parte deles. Como são diferentes os hábitos dos ingleses em noites de gala!



Não sabemos se Darwin dançou nesta ocasião em Montevidéu. Mas a última frase nos deixa pensar que ele conhecia bem os hábitos ingleses dos quais os bailes faziam parte. Também no tempo em que viveu na Universidade de Cambridge, antes desta viagem, pode dar vasão aos seus gostos por diversidades como culinária, excursões, jogos, pintura, música e... bailes*. De qualquer forma, aquele momento num continente distante, incitou reflexões bem variadas... Não deixa de ser um relato bastante atraente o do dia 23 de novembro de 1832, trazendo a pauta em apenas dois parágrafos uma heterogeneidade de relações, percepções e opiniões que aglutinaram encanto, crítica, política, diferenças culturais e sociais, expressão feminina e mais, comportamento, tradição, inovação, costumes, música, dança... Quase quatro décadas depois Darwin mostrava ainda mais profundidade no olhar sobre cadência, ritmo e suas decorrentes inspirações. Em seu livro A Origem do Homem, de 1871, registrou: “a percepção de cadências musicais e de ritmo provavelmente é comum a todos os animais e sem dúvida depende da natureza fisiológica comum de seus sistemas nervosos”.

Talvez falte aos nossos cientistas de hoje um pouco deste desprendimento para articular com alegria e empolgação a variedade de ciências e vertentes dos pensamentos que construímos. Talvez falte arrojo para ousar a ver a natureza por ângulos menos limitados do que estes obtusos aos quais estamos adestrados... Talvez falte um pouco da música e da dança que ensinam liberdade a inteligência humana.







Saiba mais:



RIZZI, Milton. Enfermedades y muerte de Charles Darwin. Rev. Méd. Urug.,  Montevideo ,  v. 32, n. 2, p. 123-130,  jun.  2016.