As borboletas pertencem ao grupo dos lepidópteros, que recebem este nome devido a presença de escamas (lepido, dolatim), em suas asas. Diferente do que muitos pensam, não são conhecidos casos de pessoas que ficaram cegas pelo contato das escamas de borboletas com seus olhos. Na verdade, as escamas são um espetáculo a mais que estes pequenos seres voadores nos oferecem. Olhem só que lindas as escamas das asas de uma fêmea da espécie Doxocopa kallina, com colorações entre bege, marrom, alaranjado e pontos mais claros. O macho exibe as asas com tonalidades azuladas ou arroxeadas.
Espécie: Doxocopa kallina (fêmea)
Local: Curitiba, Paraná.
Equipamento utilizado na fotografia das escamas: Microscópio Nurugo Micro para celular, em aumento de aproximadamente 200x.
Quem não gosta de namorar? Olha só este casal, a fêmea começa de asas fechadas, e o macho gentilmente tenta convencê-la a abri-las. E quando ela resolve, e ergue declaradamente o abdome para ele, o moço enlouquece! Pena que perceberam a observação e procuraram um lugar mais reservado para continuar... Espécie: Dione juno. Local: Curitiba, Paraná.
Esta lagartinha nasceu hoje cedo. Rompeu a casquinha do ovo saiu toda amarelinha! Não é linda? Sua mamãe a colocou nesta folha há exatos 5 dias e tivemos a honra de registrar a oviposição. Espécie: Heliconius erato phyllis. Local: Curitiba, Paraná. Equipamento utilizado na fotografia do ovo: Macro Lens Olloclip e aplicativo Nurugo Micro.
Voa rapidamente, por cima exibe um alaranjado margeado por preto. Por baixo, parece uma folha seca com finas ornamentações. Quando resolve colocar um ovo, é bem criteriosa, escolhe gavinhas secas de maracujazeiros campestres. Nada de colocar uma massa com vários ovos, ela voa procurando o ponto exato, coloca um ovo, voa novamente, libera mais um ovinho, e assim por diante. Veja em nosso blog o vídeo do momento da oviposição. E seus ovos, encante-se, são de uma beleza absurda! Espécie: Dryas iulia. Local: Curitiba, Paraná. Equipamento utilizado na fotografia do ovo: Macro Lens Olloclip e aplicativo Nurugo Micro.
Momento emocionante! Ela se chama Laothus phydela! De um tamanho diminuto, que não chega a 4cm de envergadura, ostenta este charme todo especial no padrão das asas, que lembra o de uma zebra. Observamos hoje 5 oviposições. A fêmea toma o cuidado de misturar seus ovos com as pilosidades da planta, comprometendo a visualização a olho nu. Foi preciso quase uma hora para encontrar apenas 3 dos ovos ali colocados, mas valeu a pena!
Espécie: Laothus phydela. Local: Curitiba, Paraná. Equipamento utilizado na fotografia do ovo: Macro Lens Olloclip e aplicativo Nurugo Micro.
Flagra, momento da oviposição, quem notar com cuidado vai perceber um ovinho amarelo bem na ponta do abdome da borboleta. É um privilégio assistir o voo típico de uma mamãe borboleta procurando um lugar perfeito para deixar seu filhote! E é mágico o momento delicado da oviposição, quando vem ao mundo um ovo que mais parece uma obra de arte!
Espécie: Heliconius erato phyllis.Local: Curitiba, Paraná. Equipamento utilizado na fotografia do ovo: Macro Lens Olloclip e aplicativo Nurugo Micro.
Este espetáculo da natureza, como outras borboletas de asas transparentes, parece não gostar de tomar muito sol. Talvez porque lhe faltem escamas de proteção nas asas. Hoje, com nuvens pelo céu, parece um bom dia para voar pelo bosque, esbanjando a leveza e a luminosidade que o sol ficou devendo! Espécie: Episcada hymenaea. Local: Curitiba, Paraná.
Finalmente, depois de meses procurando, encontrei esta folha vegetal rasgada e seca... Olhe com cuidado! Na verdade é uma lagarta disfarçada de folha seca! Esta espécie me parece a rainha do disfarce, veja a borboleta adulta que espetáculo! Também imita uma folha seca... De brinde vai a foto do seu ovo!
Espécie: Zaretis strigosus. Local de todas as fotos: Curitiba, Paraná.
Equipamento utilizado na fotografia dos ovos: Macro Lens Olloclip e aplicativo Nurugo Micro.
Estes ovinhos já estão com suas lagartinhas prontas para nascer, esta mancha escura no topo de cada ovo é o que chamamos de cápsula cefálica da lagarta, a cabeça. Suas irmãs, aí ao lado, não tiveram a mesma sorte, estão sendo devoradas por formigas. O objetivo em seguida será chegar com vida a fase de pupa, quando refletem a riqueza dourada da Natureza, e só então, será possível almejar a experiência de voar, olha que espetáculo...
Espécie: Mechanitis lysimnia. Local: Curitiba, Paraná. Equipamento utilizado na fotografia dos ovos: Macro Lens Olloclip e aplicativo Nurugo Micro.
Aqui temos uma borboleta de asas quase transparentes, ligeiramente amareladas, contornadas por preto, com pontos brancos que a iluminam.
Parece estranho, ela não está vistosa sobre uma flor, e sim, pendendo debaixo de uma folha.
Ela está ali cumprindo sua missão, escondendo seu filhotinho, ajudando-o a escapar de seus predadores, contribuindo para que sua espécie siga em frente através das gerações!
Lá vamos nós olhar debaixo da folha... e a olho nu, quase nada se vê. Uma folha já meio envelhecida... mas calma, há um pontinho...
Hoje as tecnologias nos levam por mundos inacreditáveis. Então, é só tirar dos bolsos os equipamentos mágicos, encaixar no celular e surge um universo.
Aquele pontinho insignificante ganha arte, parece ter um véu discreto de proteção e é todo ornamentado. Chega a ser comparável a um planeta rodeado pelas estrelas que são apenas detalhes de uma folha vegetal.
Quem diria, ali dentro cabe uma borboleta inteira, e toda história de seus antepassados...
Espécie: Dircenna dero
Local: Curitiba, Paraná
Equipamento utilizado: Macro Lens Olloclip e aplicativo Nurugo Micro.
Esta é Pterourus scamander, uma borboleta vistosa, encantadora, nas fotos pode ser vista colocando um ovo, que aparece em detalhe.
Suas escamas também são destacadas, belíssimas!
Mesmo depois de mortas as borboletas guardam sua majestade. Estas escamas foram observadas meses depois do fim da vida de uma borboleta cujos restos foram encontrados pelos rincões matosos de Curitiba.
Hoje, com a simplicidade de um microscópio que se acopla ao celular, temos acesso a imagens lindas como esta!
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ATENÇÃO: As cores dos patchs podem sofrer pequenas alterações que se devem à produção industrial dos tecidos, fios e variações de iluminação na fotografia.
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E lá no alto da árvore uma borboletinha branca toda charmosa coloca seus ovos. Pois não aguentei, peguei uma escada e lá fui fotografar seus ovos, que para quem passa por ali, são invisíveis. Uma beleza sem fim... E os ovinhos continuam lá onde foram colocados, assim poderemos acompanhá-los ao longo de sua jornada. Aí ao lado vem uma foto da espécie na fase adulta, assim temos ideia do que cada ovinho guarda. Segue o acompanhamento, será que vamos conhecer suas lagartinhas?
Existem muitas fotografias lindas de ovos de borboletas, que foram tirados de seu local e levados para laboratórios e estúdios fotográficos.
O desafio é registrar os ovos sem tirá-los do local onde foram ovipositados. E que desafio... mas se pretendemos avançar em conservação, precisamos tentar fazer diferente, e o primeiro passo para aprender é observar.
Aqui está um ovo fotografado em campo hoje pela manhã, e ele continua lá onde sua mãe borboleta o colocou, ontem. Ao lado uma foto do momento da oviposição e outras da borboleta adulta...
O próximo desafio é acompanhar seu desenvolvimento: no campo!
Eis o conteúdo da caixinha de joias... vale ouro, é um prêmio sim, e está vivo... Vocês lembram daquelas lagartinhas? Tanto esforço para acompanhar uma, duas, três, cinco posturas... dezenas e dezenas de ovos, todas morriam... Ovos predados por formigas, parasitados por vespas, lagartas predadas por pássaros, parasitadas por moscas, por outras vespas... mortes e mais mortes alimentando outras vidas no show da Natureza. Mas eis que num dia nos deparamos com a exceção da exceção... e uma delas conseguiu chegar a fase de pupa, medalha de ouro! Toda dourada! Ainda há muito pela frente, a jornada não acabou... Será que sobreviverá aos seus novos desafios até a vida adulta? Você curte nossas postagens? Então conheça nosso patchs e leve uma linda borboleta com você AQUI.
Logo cedo ao verificar a folha na qual nos últimos dias contamos 21 (vinte e uma) lagartas, constatamos todas vivas. Por enquanto seu desenvolvimento está normal, sem sinais de predação, nem parasitismo ou alguma doença. Aguardemos aos próximos capítulos na expectativa de ver pelo menos uma borboleta.
Hoje contamos o número de lagartas que acompanhamos em campo, 21 (vinte e uma). Como é possível notar, o número é o mesmo que vemos nas fotos de ontem e também o mesmo número de ovos observados desde o dia 18 de outubro. Estavam todas juntas e na parte inferior da folha. Aparentemente até agora não houve nenhuma perda, parecem estar com boa alimentação, todas têm tamanho aparentemente semelhante e a folha apresenta suas roeduras.
Seguem nos próximos dias as observações com as contagens para verificação das perdas.
Espécie: Mechanitis lysimnia.
Data: 25 de outubro de 2018.
Hoje, logo cedo, em plena chuvinha, visitamos as recém-nascidas lagartas cujas vidas vamos acompanhar nos próximos dias.
Estavam todas bem e a folha verde onde sua mãe depositou os ovos que as abrigaram por alguns dias, tinha sinais de que estão se alimentando bem!
Duas aranhas estão na mesma planta e parecem esperar o momento certo para fazer uma refeição de lagartas. Mas elas não oferecem risco para todas.
Na mesma planta ainda podemos ver suas irmãs mais velhas cujos corpos agora abrigam outras espécies, parasitas. Não sabemos quando estes parasitas nascerão, mas ao saírem de seus casulos devem acasalar imediatamente e as fêmeas buscarão lagartas para ovipositar, colocando em risco todas as nossas protagonistas. Esperamos que mesmo havendo este risco pela frente, sobrem algumas para que possamos contemplar o surgimento indescritível e improvável de uma borboleta.
Bem próximo dali, em outra folha, o corpo da lagarta antes sugada por um hemíptero ainda pende, enquanto suas irmãs mais novas parecem velá-lo. Insatisfeito, o hemíptero já devorou outra lagarta. Ele ainda é jovem, e logo deve procurar mais uma e mais outra lagarta, afinal, de outra forma ele próprio não terá chances de se desenvolver.
Será uma torcida intensa para que ao menos uma das nossas lagartinhas sobreviva às aranhas, aos parasitas e ao hemíptero que já estão na mesma planta prontos para devorá-las. Será uma torcida para que outros riscos ainda invisíveis não as dizimem por completo.
Na planta vizinha uma postura da mesma espécie não teve a mesma sorte das nossas pequenas. Todos os ovos tinham sinais de predação. Não sabemos quem os destruiu, mas entre os insetos que gostam de predar ovos, estão algumas formigas.
Venha conosco nesta aventura. Serão vários dias acompanhando a vida destas borboletas jovens. Para receber novos capítulos, siga nosso blog!
E veio um novo dia! Com ares renovados e esperança fresca! Nossos ovinhos geraram lagartinhas bebês, que nasceram saudáveis e comilonas! Desta vez, todos os ovos se salvaram, depois de 4 dias cada um deles gerou uma nova lagartinha. Então, hoje começamos a acompanhar mais uma história, são algumas dezenas de lagartas que começam a experimentar os perigosos desafios da vida. Será que desta vez conseguiremos ver ao menos uma borboleta adulta? Vamos acompanhar, a cada dia vou contar um pouquinho desta aventura!!! Espécie: Mechanitis lysimnia. Local: Curitiba/Paraná.
No primeiro dia havia uma fêmea no auge de sua vitalidade, esbanjando beleza, empenhada em colocar suas dezenas de ovos nas pontinhas das folhas bem verdes. Cheia de esperanças em sua prole.
Nos dias seguintes alguns ovos foram destruídos, mas outros escaparam e começaram a nascer lagartinhas com aquele típico ar de jovialidade. Vieram outros insetos, parasitaram a maior parte das sobreviventes.
Ficaram duas ou três vivas que quase chegaram a fase de casulo, se não tivesse surgido este hemíptero bebê faminto, preto e vermelho, que as sugou pela extremidade até não suportarem vivas.
Daquela primeira coleção de ovos, nenhum chegou vivo ao ponto de descobrir o que é ser uma borboleta. Mas nesta jornada, foram fonte de vida para outras espécies que delas dependem para existir.
Ao seu jeito, cumpriram sua missão. Mas não fiquemos tristes, no mesmo local existem ovos prontos para gerar mais lagartas que lutarão bravamente para tentar chegar a fase reprodutiva, quando nos deslumbram com seus encantos.
É uma história que deve nos ensinar a ter muito, mas muito respeito por aquele ovo que consegue um dia descobrir o que é voar. Afinal, para cada borboleta madura que chega a fase reprodutiva, dezenas de suas irmãs jovens foram mortas pelo caminho. Uma borboleta pode dar a impressão de ser frágil, mas sua vida conta uma história de muita força e bravura.
Ainda há pela frente da vida destas futuras borboletas uma jornada perigosa, o final do estágio de lagarta e toda a fase de pupa, tempo pelo qual continuará a exposição aos muitos fatores de risco para sobrevivência, como vemos nas fotografias (parte das lagartas com características de terem sofrido parasitismo fatal). Uma borboleta adulta, merece muito respeito, seu sacrifício só é aceitável se não existe nenhuma outra forma de estudo e se a investigação em si for diretamente importante para sua conservação. Uma borboleta que chega a fase reprodutiva, no esplendor de sua fase alada, merece viver e ter a oportunidade de deixar seus ovos na Natureza, afinal, a minoria deles terá a chance de, um dia, alçar voo.
Ontem foi criado o grupo "Protetores da Fauna Silvestre", na rede social Facebook, que reúne biólogos a fim de discutir questões relacionadas aos animais nativos e as pressões causadoras de impactos a sua sobrevivência.
Os organizadores trazem a pauta as seguintes argumentações:
"Precisamos estar juntos pelo bem-estar de todos os animais e não só de alguns! É preciso pensar ecologicamente, nas espécies e não somente nos espécimes. E as espécies que estão em risco, hoje, são as nativas e não as exóticas.Então, as ações que envolvem exóticos cujas espécies não estão ameaçadas, como cães e gatos, jamais podem aumentar riscos para as nativas que já estão pressionadas por muitos fatores.São importantíssimas as ações com cães e gatos que não perdem esse valor básico! O limite que deve haver está no exato ponto em que alguma destas ações ofereça qualquer possibilidade de risco para espécies nativas. É possível atender a todas estas necessidades, mas precisamos estar juntos nesta consciência.Tenho certeza que nenhum defensor de cães e gatos gostaria de saber que suas atividades podem ser mais uma ameaça a espécies nativas que estão se acabando por outras pressões promovidas por nós!" - Maristela Zamoner, bióloga servidora pública.
"Nas redes sociais o tema "Proteção Animal", infelizmente, é conduzido sob um olhar antropomórfico, pelo qual os animais são "humanizados" não se admitindo uma abordagem mais técnica e científica que priorize a conservação das espécies autóctones. Também, na prática, essas discussões se reduzem aos cães e gatos, mais raramente a outros animais de estimação e quase nunca à nossa fauna in situ. O grupo Protetores da Fauna Silvestre foi criado para abrir espaço para essa discussão". Deni Lineu Schwartz Filho, biólogo empreendedor.