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sábado, 8 de maio de 2021

Um papagaio nascendo!

Encante-se com estas cenas que mostram a primeira jornada de um pequeno papagaio! Inscreva-se no canal da Casa do Biólogo para não perder os próximos vídeos!

As imagens foram produzidas no laboratório de incubação da Comfauna, Conservação e Manejo de Fauna, que se dedica a reprodução de aves da fauna brasileira.







https://www.youtube.com/watch?v=fEzcQmkx9QY

quinta-feira, 6 de maio de 2021

PALESTRA:

Borboletas formigueiras

Com o Dr. Lucas Augusto Kaminski, biólogo, mestre em Biologia Animal (UFRGS) e doutor em Ecologia (UNICAMP), especializado nas relações entre 

formigas e lepidópteros.


15 de maio de 2021 10h30min


TRANSMISSÃO:

Casa do Biólogo (Youtube) – INSCREVA-SE NO CANAL.












segunda-feira, 3 de maio de 2021

A Ciência Cidadã e o biólogo - Encontros Científicos Unitau

Inscreva-se no canal da Casa do Biólogo e não perca a palestra "A Ciência Cidadã e o biólogo", uma parceria com o Diretório Acadêmico de Biologia da Unitau.







https://www.youtube.com/watch?v=rAwD7o28XWk


quarta-feira, 21 de abril de 2021

Níveis de organização ecológica

 Estréia do vídeo "Divisões da Ecologia" prevista para o dia 30 de abril, 19h






O vídeo mostra os níveis de organização ecológica. Inicialmente no âmbito do indivíduo: átomos, moléculas, organelas, células, tecidos, órgãos, sistemas, organismo. E em seguida, no âmbito propriamente ecológico: populações, comunidades, ecossistemas e biosfera.


https://www.youtube.com/watch?v=0bkgnaTF9tI

Divisões da Ecologia






Aprenda rapidamente quais são as mais tradicionais divisões da ecologia são: autoecologia, demoecologia e sinecologia. 

A autoecologia concentra o estudo em um organismo individual ou em uma espécie e sua relação com o ambiente.

A demoecologia, também conhecida como ecologia ou dinâmica das populações, avalia isoladamente as populações de determinadas espécies considerando densidades, tamanhos, dinâmicas e distribuições no tempo e no espaço.

A sinecologia, ou ecologia de comunidades, aborda grupos de organismos de várias espécies associadas. Existem diferentes abordagens para a sinecologia, como a descritiva (descreve grupos) e a funcional (estuda funções de grupos).

 

 

Agora veremos exemplos de cada uma delas, obtidos da prática profissional da autora.

 

O primeiro, é um estudo de autoecologia, no qual uma espécie de borboleta teve seu ciclo estudado no ambiente, reunindo informações sobre sua alimentação em fase adulta, comportamentos como rituais de acasalamento, oviposições e sua planta hospedeira.

 

A demoecologia é exemplificada por uma avaliação que mostra variações de abundância populacional de uma espécie ao longo de um ano e sua distribuição no espaço.

 

Exemplifica-se a sinecologia descritiva com um estudo que revela a composição de diferentes grupos formadores de uma comunidade, suas abundâncias e outros fatores como a distribuição espacial. 

 

Já a sinecologia funcional é exemplificada por um estudo no qual quatro espécies de borboletas cujas fases larvais consomem a mesma planta hospedeira, foram estudadas quanto a preferência das estruturas vegetais para oviposição.

sábado, 17 de abril de 2021

O que é Ecologia

 



O vídeo explica em poucos minutos o conceito de Ecologia. Parte da origem etimológica da palavra, eco (oikos) que remete a casa, neste caso ao planete, e logia (logos) que abrange a ideia de estudo, conhecimento. Importantes pensadores da área são trazidos a pauta, como Haeckel, Humboldt e Odum. Os fatores abióticos (ambientais, como água, ar, nutrientes, luz e sol) e bióticos (seres vivos, como plantas, animais, fungos e microrganismos) são tratados como fundamento para compreensão do conceito de ecologia como ciência que os relaciona no escopo do estudo da estrutura e do funcionamento da natureza, considerando a humanidade como parte dela.



https://www.youtube.com/watch?v=GTTnoem9Ehk

sábado, 10 de abril de 2021

Apresentação do livro "Xerimbabo: fauna, história e Patrimônio Cultural

 




Por Maristela Zamoner

Olá, sejam bem-vindos ao canal da Casa do Biólogo! 

Meu nome é Maristela Zamoner e trago agora para vocês uma breve apresentação dos estudos que resultaram no livro Xerimbabo, fauna, história e Patrimônio Cultural.

 

A ideia deste estudo surgiu em 2016, quando eu cursava duas pós graduações ao mesmo tempo, 

uma em História e Antropologia e outra em Direito Ambiental. 

 

Formada em Biologia, já especializada em Educação Ambiental e mestre em Zoologia, 

quis desenvolver as pesquisas para as duas monografias na área de fauna, interligando os conteúdos das duas pós-graduações, mas não tinha clareza de como conduzir esta caminhada. 

 

E foi durante um café da manhã com seu marido, Deni Lineu Schwartz Filho, que ouvi dele sobre a publicação do 1º Relatório Nacional sobre o Tráfico de Fauna Silvestre da Rnectas, ONG dedicada a combater o tráfico de animais. Esse documento trazia a pauta a questão do xerimbabo, animal da fauna silvestre mantido como de estimação pelas populações tradicionais em suas aldeias indígenas. 

Naquele momento percebemos que o estudo da temática do xerimbabo tinha potencial para unir conteúdos técnicos de zoologia, história, antropologia e Direito Ambiental. 

 

No âmbito da História e Antropologia a pesquisa abrangeu os significados do termo xerimbabo desde sua origem Tupi-Guarani até a atualidade. Fez parte desta pesquisa a análise de textos reveladores das relações afetivas entre indivíduos das populações tradicionais do Brasil com diferentes espécies animais e os conhecimentos envolvidos na prática dessas relações, conhecimentos esses, passados de geração a geração. Alguns extratos preciosos foram encontrados. Notemos este de JOSÉ VIEIRA COUTO DE MAGALHÃES. Na obra O selvagem. Do ano de 1876.

 

 

Quem visita uma aldeia selvagem visita quase que um museu vivo de zoologia da região em que está a aldeia; araras, papagaios de todos os tamanhos e cores, macacos de diversas espécies, porcos, quatis, mutuns, veados, avestruzes, seriemas e até sucurijus, jibóias e jacarés já tenho visto nestas aldeias onde são alimentados pelos selvagens com acurada paciência. O xerimbabo do índio (o animal que ele cria) é quase uma pessoa de sua família. 

 

Os textos históricos mostraram conhecimentos e hábitos humanos envolvendo as relações com a fauna, passados de geração a geração, deste as populações tradicionais até a atualidade.

São formas de expressão humana, são modos de criar, fazer e viver das populações tradicionais que se integraram à cultura brasileira. Este estudo avançou para conteúdos da iconografia histórica e foi possível reunir registros que ilustram esta relação afetiva, revelando a profundidade cultural da prática de manutenção de animais da fauna nativa como membro familiar, uma relação que demonstra nitidamente expressões e modos de criar, fazer e viver das nossas populações tradicionais. 

 

Na pós-graduação em Direito Ambiental abriu-se o cenário conceitual do Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, sua importância, bem como a relevância de práticas sustentáveis e do bem estar animal. 

 A Carta Magna apresenta o Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: 

I - as formas de expressão

II - os modos de criar, fazer e viver

 

O estudo completo demonstrou que a relação afetiva entre o xerimbabo, como componente da biodiversidade nacional, e o humano, é forma de expressão cultural, é modo de criar, é modo fazer e é modo viver. 

 

Demonstrou-se ainda, que é imprescindível o embasamento além da zoologia, abrangendo a interconexão técnica entre as áreas da História, da Antropologia e do Direito Ambiental. O conhecimento de apenas uma destas áreas isoladamente, é insuficiente para subsidiar seriamente este estudo.

 

...a prática do xerimbabo tem, portanto, atributos de patrimônio cultural imaterial, uma vez que: 

- depende de saberes específicos sobre modos de criar, fazer e viver, e 

- como bem de natureza imaterial, porta referência à identidade, à ação, à memória 

de grupos tradicionais indígenas formadores da sociedade brasileira.

 

Para preservação da cultura imaterial do xerimbabo, conclui-se que é pertinente a proposição de seu registro no Livro de Registros de Saberes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), uma vez que sua sobrevivência depende da preservação de conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades multiculturais brasileiras.

 

As duas monografias, uma em História e Antropologia e outra em Direito Ambiental se complementaram revelando a relação entre a fauna, a história cultural de nossos povos tradicionais e o arcabouço legal brasileiro definidor do nosso Patrimônio Cultural Imaterial.

 

Na produção do livro foi acrescido um novo capítulo sobre a relação das populações tradicionais do Brasil e a fauna sob o olhar do bem estar animal e da sustentabilidade.

 

O livro foi prefaciado por Deni Lineu Schwartz Filho, que afirma...

 

Poucos relatos registram a criação de animais pertencentes a nossa fauna nativa para fins alimentares, o que explicaria o país mais biodiverso do mundo, o Brasil, possuir apenas uma espécie nativa de animal considerada como doméstica (Cairina moschata). 

 

Paradoxalmente, desde sua chegada os europeus registraram vastamente a marcante presença de animais cativados nas aldeias indígenas brasileiras. 

Assim, estabelecia-se relação de afetividade entre indígenas e papagaios, araras, maritacas, jacus, mutuns, macacos, tatús, caititus, antas, quatis, jaguatiricas, cachorros do mato e mesmo invertebrados como as nossas abelhas sem ferrão (Meliponinae). 

 

A cultura indígena de manter animais nativos como xerimbabos foi amplamente assimilada por grupos humanos de diversas partes do planeta. Entretanto, no Brasil esta cultura não recebe a valorização merecida... 

Enquanto isso, a maioria dos países desenvolvidos cria, e até domestica, muitas das nossas espécies em grande escala. Nesse processo perdem-se nossas raízes culturais, o conhecimento precioso guardado por populações indígenas e a oportunidade de entender e conservar nossas espécies. 

 

Há muito se faz necessário resgatar e documentar nossas raízes culturais no tocante à relação entre os povos pré-colombianos e a extraordinária e inigualável fauna nativa. Com esse intuito a autora se debruçou sobre os relatos dos grandes naturalistas, mostrando que a relação afetiva entre humanos e animais de estimação da fauna nativa é antiga. 

 

Além de resgatar valores culturais, a presente obra é ainda muito oportuna, afinal, a cada dia se amplia o reconhecimento da importância tanto da preservação da fauna nativa, quanto do papel dos animais de estimação para qualidade de vida humana. 

 

Leis não moldam costumes, os costumes definem as leis.

 

Assim, livro abre a discussão sobre um importante desafio:

Como harmonizar os aspectos culturais, os costumes, com o uso sustentável e a conservação da biodiversidade?

 

O livro está livremente disponível para ser baixado pela internet, no portal da Comfauna Livros.

Baixe aqui: http://comfauna-livros.blogspot.com/p/resumo-os-povos-indigenas-relacionam-se.html

segunda-feira, 29 de março de 2021

Palestra: Educação Ambiental com animais

Palestra: Educação Ambiental com animais

Ministrante: Maristela Zamoner

03 de abril 

de 2021

10h30min


TRANSMISSÃO:

Casa do Biólogo (Youtube): https://www.youtube.com/watch?v=R3VMGBXZHUY

INSCREVA-SE

no canal.


Os certificados são fornecidos apenas para os parceiros do canal, consulte: https://apoia.se/ciencialivre







segunda-feira, 22 de março de 2021

Minicurso: Ciência Cidadã e biodiversidade






MINICURSO

Ciência cidadã e biodiversidade

Com Maristela Zamoner


27 de março de 2021 

Módulo 1 - 17h00min

Módulo 2 – 19h00min


TRANSMISSÃO:

Casa do Biólogo (Youtube)  INSCREVA-SE no canal.


Ementa: 


Módulo 1. Introdução à Ciência Cidadã


PROGRAMAÇÃO:

•Revisão conceitual
•Histórico
•Quem é o cientista cidadão
•Tecnologias e plataformas
•Importância para ciência, educação e conservação da natureza
•Sugestões de referências

Módulo 2. iNaturalist, a maior plataforma mundial de Ciência Cidadã em biodiversidade

PROGRAMAÇÃO
•O que é a plataforma iNaturalist
•Primeiros passos
•Funções da plataforma
•Melhores condutas
•Funcionalidades de proteção
•Sugestões de referências


sexta-feira, 12 de março de 2021

Palestra: Alterações climáticas e biodiversidade

Escola de Biodiversidade

Instituto de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade 

(ICTBio) promove:

Palestra: Alterações climáticas e biodiversidade

Com: Com Felipe Augusto Hoeflich Damaso de Oliveira.  Doutorando em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável - Universidade de Lisboa.

20 de março de 2021 

Horário Brasil: 17h

Horário Portugal: 20h

Transmissão:

Casa do Biólogo (Youtube) 

INSCREVA-SE.







sábado, 6 de março de 2021

Segundo registro de Arzecla straelena para o Brasil!

por Maristela Zamoner


Parabéns Roberto Cyrino! 

Ver esse registro me enche de alegria! 

Lembro que registrei a espécie em 2019 (ela ainda não havia sido descrita), o que veio a ocorrer meses depois e foi no ano seguinte, 2020, que outro cientista cidadão, Aaron Soh da Singapura, que nos acompanha pelo iNaturalist participando consistentemente das identificações, sempre as justificando generosamente em favor do crescimento de toda a rede, reconheceu as características da espécie recém descrita e nos informou pela própria plataforma. Aí notamos um pouco da importância de uma estratégia de empoderamento autêntico e justo do cientista cidadão. A participação de Aaron foi decisiva, por causa dela escrevi para o descritor da espécie, Zsolt Bálint, este, um cientista profissional do Museu da Hungria. Ele respondeu prontamente, não só reconheceu a espécie como falou em rever sua distribuição. Foi realmente uma união de forças preciosa. Os detalhes estão no último capítulo do livro “Discussões sobre Fauna” que publicamos recentemente e pode ser acessado livremente (http://comfauna-livros.blogspot.com/.../discussoes-sobre...). 

Acho importante você escrever para o descritor da espécie a fim de obter dele um parecer, afinal, hoje, ninguém conhece melhor a espécie do que ele, seu contemporâneo descritor! 

Ainda, notamos informação valiosa que as fotografias guardam nos dois registros, em ambas o exemplar parece estar na mesma espécie vegetal. No primeiro registro a planta foi identificada como Baccharis dracunculifolia pelo corpo técnico de cientistas profissionais do Museu Botânico do Jardim Botânico de Curitiba. Podemos providenciar a confirmação da espécie vegetal do segundo registro. Há uma possibilidade de se tratar da hospedeira, não seria a primeira espécie desta família a se reproduzir nesta planta. A descoberta de oviposições e do ciclo da espécie pode trazer mais esclarecimentos, quiçá indicar estratégias de conservação tanto in situ quanto ex situ e até viabilizar o fornecimento de exemplares em excelente estado para coleções, sem retirada de adultos dos tão fragilizados ambientes naturais, ou mediante sua reposição. 

Por sinal, notemos que os dois registros foram feitos em ÁREA URBANA, o primeiro em uma Unidade de Conservação ilhada por cimento, de apenas 59 mil metros quadrados, bastante impactada, porém, pesquisada em imersão, algo semelhante ao que entendi estar sendo feito por você no local do segundo registro. A segunda constatação da espécie feita por você, foi bem próxima a outra Unidade de Conservação urbana que tenta preservar um pouco do que sobrou das nossas tão ricas quanto raras áreas de campos naturais. As duas unidades de conservação estão distantes uma da outra, porém ambas dentro da cidade, o que indica que temos chance de mais encontros com esta espécie em áreas de conservação urbanas, e, com a informação da planta, temos um ponto de partida até mesmo para busca de fases jovens.

Parabéns mais uma vez Roberto, é um registro maravilhoso que enseja mais atenção ainda em campo e investimento de energias na busca do conhecimento do ciclo de vida da espécie!

CONFIRA AQUI




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Palestra: Borboletas do meu quintal

 Atenção, não perca a palestra "Borboletas do meu quintal", com Maria do Carmo Caixeta, autora do livro "Borboletas do meu Quintal".

06 de fevereiro, 10h30min

Transmissão pelo canal da Casa do Biólogo (Youtube).

Uma iniciativa da Escola de Biodiversidade do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade - ICTBIO.




quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Arcas ducalis (Westwood, 1852)

Registro ICTBIO:MAB:CEE:2020-0278A-C, Coleção Ecológica de Entomologia, Museu Aberto de Biodiversidade - MAB, Instituto de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade -ICTBIO.

www.ictbio.org

#borboleta #butterfly #biodiversidade




quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Biólogos do ICTBIO prestam esclarecimento à Banda B sobre animal supostamente misterioso

Foto: Onildo João Marini Filho - adulto da espécie Eumorpha labruscae 


A Banda B acaba de publicar o esclarecimento feito pelos biólogos do ICTBIO, sobre um animal supostamente misterioso que assustou moradores da Região Metropolitana de Curitiba.

Confira a notícia na íntegra.

REFERÊNCIA: 

Mistério sobre animal que assustou moradores da RMC é desvendado por bióloga que explica tudo

Animal tem características visuais semelhantes a de uma serpente

https://www.agenciadanoticia.com.br/parana/noticias/exibir.asp?id=98958&noticia=moradores-se-assustam-ao-encontrar-animal-misterioso-e-professor-diz-eu-nunca-vi

https://redevitrine.com.br/moradores-se-assustam-ao-encontrar-animal-misterioso-e-professor-diz-eu-nunca-vi/

https://www.metropoles.com/brasil/moradores-de-curitiba-se-assustam-durante-encontro-com-animal-misterioso

https://www.fatoamazonico.com.br/moradores-de-curitiba-se-assustam-durante-encontro-com-animal-misterioso/

https://www.bandab.com.br/cidades/misterio-sobre-animal-que-assustou-moradores-da-rmc-e-desvendado-por-biologa-que-explica-tudo/?fbclid=IwAR0TyVKbSq8-9gzuFTU0x8gtMwB6jX9EyjUZ2Az1kZGL2D3mrjJDD0X0MyY

Animal misterioso na Região Metropolitana de Curitiba


---------- Forwarded message ---------

De: Maristela Zamoner <maristela.zamoner@gmail.com>
Date: qui., 3 de dez. de 2020 às 09:23
Subject: ESCLARECIMENTO: ANIMAL MISTERIOSO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA
To: <comercial@radiobandab.com.br>


 

Prezados editores da Banda B,


Ontem recebemos a informação sobre uma notícia a respeito do animal misterioso encontrado na Região Metropolitana de Curitiba, veiculada pela Banda B, e achamos conveniente prestar o esclarecimento que segue.

Primeiramente, somos ambos biólogos pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade – ICTBIO, Sérgio Morato* e Maristela Zamoner**, curadores das coleções, respectivamente, herpetológica e entomológica da instituição. 

Sérgio Morato (herpetólogo/curador do ICTBIO): O que vemos na fotografia do senhor Celso Almeida não é uma serpente, mas sim a larva ou lagarta de uma mariposa que imita a aparência de uma serpente. Em Ecologia, essa imitação recebe o nome de mimetismo, no qual um animal geralmente inofensivo se assemelha a outro que seja perigoso para seus agressores. No caso da lagarta em questão, o mimetismo com uma serpente possivelmente vise protegê-la principalmente de aves, que devem ser seus principais predadores. Essa arte da imitação é presente nos mais variados grupos animais. Um exemplo clássico consiste nas cobras corais falsas, em geral inofensivas, mas que têm sua coloração similar às cobras corais verdadeiras, estas bastante perigosas em função da toxicidade de seus venenos.

Maristela Zamoner (lepidopterologista/curadora do ICTBIO): O exemplar fotografado tem características compatíveis com as fases larvais da espécie Eumorpha labruscae, que foi descrita por Linnaeus, no ano de 1758. É importante ressaltar que esta espécie, em suas fases jovens como neste caso, não oferece risco ao humano, como ocorre com espécies dos gêneros Lonomia ou Periga. O adulto de Eumorpha labruscae é uma mariposa belíssima, prestadora do valioso serviço ecossistêmico da polinização(1). Deve ser preservada como parte relevante da nossa biodiversidade. Tanto fases jovens quanto adultos estão bem registrados vivos no Brasil(2) nos últimos seis anos, inclusive nos estados do Sul, conforme a plataforma de ciência cidadã iNaturalist, a maior do planeta na atualidade, mantida pela Academia de Ciências da Califórnia como o apoio da National Geographic. Suas fases jovens são conhecidas há pelo menos duas décadas(3), até já ganharam os jornais algumas vezes(3).

Conseguimos, para a Banda B, autorização de publicação das imagens dos adultos, com o autor das fotografias Onildo João Marini Filho.

 

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1 – https://www.embrapa.br/documents/1355008/41230273/Eumorpha+labruscae.pdf/b9657a6d-93ee-67cc-98ae-098a4779fd13

 

2 –

https://www.inaturalist.org/observations?place_id=6878&subview=grid&taxon_id=143828

 

3 – https://www.researchgate.net/publication/331592896_Eumorpha_labruscae_Eumorpha_labruscae_Campo_Grande_Mato_Grosso_do_Sul_Brazil_courtesy_of_Wilson_Werner_Koller

 

4 - https://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/gr-responde/noticia/2016/11/conheca-lagarta-serpente.html

 

 https://ictbio.wordpress.com/

*Sérgio Augusto Abrahão Morato. Biólogo, Mestre e Doutor em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná.

Durante sua carreira atuou como curador da coleção de herpetologia do Museu
de História Natural Capão da Imbuia em Curitiba, PR (anos de 1992 a 1996);
como biólogo da COPEL - Companhia Paranaense de Energia (anos de 1996 a
2001), onde coordenou projetos de manejo e monitoramento de fauna de áreas
afetadas por empreendimentos hidrelétricos e a criação do Museu Regional do
Iguaçu junto à Usina Hidrelétrica de Segredo em Reserva do Iguaçu, PR; como
Professor Adjunto dos cursos de Ciências Biológicas, Geografia e Engenharia
Ambiental da Universidade Tuiuti do Paraná (2000-2011); como Professor
Titular do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Positivo (2002
a 2005); como professor convidado dos cursos de Especialização/MBA em
Gestão Ambiental da UFPR (2007 a atual) e de Especialização em Gestão de
Recursos Naturais da PUC-PR (2008 a 2010), dentre outros, e como consultor
autônomo para diversas empresas e instituições. Desde 2007 é Consultor
Sênior do Setor de Meio Ambiente da STCP Engenharia de Projetos em
Curitiba. Suas áreas atuais de atuação consistem no desenvolvimento de
estudos nas áreas de Herpetologia e Mastozoologia, na coordenação e execução
de estudos e monitoramentos de flora e fauna, na coordenação e elaboração de
Estudos de Impactos Ambientais e de Planos de Manejo de Unidades de
Conservação, na elaboração de programas de conservação de recursos naturais
e na área de ensino em Gestão Ambiental. Sua experiência abrange trabalhos de
empreendimentos de diversos segmentos (especialmente dos setores de energia,
de mineração, rodoviário e de base florestal) e unidades de conservação em
todo o país, com ênfases nas regiões da Floresta Atlântica, Amazônia e
Caatinga. É também consultor Ad Hoc da Fundação Grupo Boticário de
Proteção à Natureza, atuando na avaliação voluntária de projetos de pesquisa e
conservação de fauna e de áreas protegidas (1996 a atual).
E-mail: sergio.a.a.morato@gmail.com


**Maristela Zamoner. Iniciou seus estudos com lepidópteros na primeira metade da década de 1990, durante a graduação. Ao longo de sua carreira acumulou experiência com lepidópteros na prestação de consultorias ambientais, na realização de estudos profissionais em conservação, em monitoramento, e na publicação de artigos e livros. Ainda vivenciou profissionalmente o serviço de curadoria em coleções científicas tradicionais de invertebrados. No âmbito da educação, atuou não formal e formalmente, do Ensino Fundamental à pós-graduação. Na graduação ministrou disciplinas de Biologia Ambiental para Engenharia Ambiental, quando publicou o primeiro livro brasileiro de Biologia Ambiental, em 2007. Até hoje o livro é indicado nas ementas de cursos ofertados por Institutos Federais brasileiros. É autora em dezenas de livros, sendo que dentre os últimos destacam-se os que podem ser baixados gratuitamente pelo site da Comfauna LivrosAtualmente é bióloga do Museu Botânico Municipal, no Jardim Botânico de Curitiba, onde atua com estudos profissionais sobre ecologia e biodiversidade de borboletas voltados especialmente para conservação. Ainda nesta instituição conduz eventos de educação ambiental. Dirige a Comfauna Livros e é proprietária, com seu esposo, da Casa do Biólogo, canal do Youtube de documentários e cursos audiovisuais em educação ambiental.Coordena a Escola de Biodiversidade do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade – ICTBIO, instituição na qual também é pesquisadora e curadora da Coleção Ecológica de Entomologia, que integra ao Museu Aberto de Biodiversidade. Por formação, é bióloga licenciada, especialista em Educação Ambiental, em Direito Ambiental, em História e Antropologia e mestre em Zoologia. Atua devidamente registrada pelo Conselho Regional de Biologia. Por fim, é hoje, primeiro lugar mundial em registros de borboletas vivas na maior plataforma de ciência cidadã do planeta, iNaturalist, mantido pela Academia de Ciências da Califórnia com apoio da National Geographic.

 

 

https://static.inaturalist.org/photos/2977118/large.jpg?1454798969

https://static.inaturalist.org/photos/2977117/large.jpg?1454798951

FOTOS AUTORIZADAS PARA REPRODUÇÃO PELA BANDA B, COM OS CRÉDITOS: FOTO DE ONILDO JOÃO MARINI FILHO

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Nem sempre podemos nos orgulhar das atitudes humanas...

 


Nem sempre podemos nos orgulhar das atitudes humanas. Mas segue nossa dedicação à conservação da natureza! Imagens inéditas desta descoberta nesta entrevista!

Hoje fomos entrevistados pela Sandrah Guimarães, rádio Cultura, Programa Justiça e Conservação, sobre a descoberta de uma nova espécie de Passiflora, que teve a participação de uma borboleta e, infelizmente, sumiu misteriosamente do Jardim Botânico de Curitiba.