Alguns animais são especialistas em camuflagem. Neste tronco, acredite, existe uma aranha, e não é pequena. Você consegue vê-la? Olhe com atenção!
Gênero Senoculus sp.
Agradecemos a Alexandre Michelotto pela proposta de identificação.


Este espetáculo da natureza, como outras borboletas de asas transparentes, parece não gostar de tomar muito sol. Talvez porque lhe faltem escamas de proteção nas asas. Hoje, com nuvens pelo céu, parece um bom dia para voar pelo bosque, esbanjando a leveza e a luminosidade que o sol ficou devendo!
Finalmente, depois de meses procurando, encontrei esta folha vegetal rasgada e seca... Olhe com cuidado! Na verdade é uma lagarta disfarçada de folha seca! Esta espécie me parece a rainha do disfarce, veja a borboleta adulta que espetáculo! Também imita uma folha seca... De brinde vai a foto do seu ovo!
Estes ovinhos já estão com suas lagartinhas prontas para nascer, esta mancha escura no topo de cada ovo é o que chamamos de cápsula cefálica da lagarta, a cabeça. Suas irmãs, aí ao lado, não tiveram a mesma sorte, estão sendo devoradas por formigas. O objetivo em seguida será chegar com vida a fase de pupa, quando refletem a riqueza dourada da Natureza, e só então, será possível almejar a experiência de voar, olha que espetáculo...
Aqui temos uma borboleta de asas quase transparentes, ligeiramente amareladas, contornadas por preto, com pontos brancos que a iluminam.
Lá vamos nós olhar debaixo da folha... e a olho nu, quase nada se vê. Uma folha já meio envelhecida... mas calma, há um pontinho...
Esta é Pterourus scamander, uma borboleta vistosa, encantadora, nas fotos pode ser vista colocando um ovo, que aparece em detalhe.
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E lá no alto da árvore uma borboletinha branca toda charmosa coloca seus ovos. Pois não aguentei, peguei uma escada e lá fui fotografar seus ovos, que para quem passa por ali, são invisíveis. Uma beleza sem fim... E os ovinhos continuam lá onde foram colocados, assim poderemos acompanhá-los ao longo de sua jornada. Aí ao lado vem uma foto da espécie na fase adulta, assim temos ideia do que cada ovinho guarda. Segue o acompanhamento, será que vamos conhecer suas lagartinhas?
Eis o conteúdo da caixinha de joias... vale ouro, é um prêmio sim, e está vivo... Vocês lembram daquelas lagartinhas? Tanto esforço para acompanhar uma, duas, três, cinco posturas... dezenas e dezenas de ovos, todas morriam... Ovos predados por formigas, parasitados por vespas, lagartas predadas por pássaros, parasitadas por moscas, por outras vespas... mortes e mais mortes alimentando outras vidas no show da Natureza. Mas eis que num dia nos deparamos com a exceção da exceção... e uma delas conseguiu chegar a fase de pupa, medalha de ouro! Toda dourada! Ainda há muito pela frente, a jornada não acabou... Será que sobreviverá aos seus novos desafios até a vida adulta?
Logo cedo ao verificar a folha na qual nos últimos dias contamos 21 (vinte e uma) lagartas, constatamos todas vivas. Por enquanto seu desenvolvimento está normal, sem sinais de predação, nem parasitismo ou alguma doença. Aguardemos aos próximos capítulos na expectativa de ver pelo menos uma borboleta.

Hoje, logo cedo, em plena chuvinha, visitamos as recém-nascidas lagartas cujas vidas vamos acompanhar nos próximos dias.
Duas aranhas estão na mesma planta e parecem esperar o momento certo para fazer uma refeição de lagartas. Mas elas não oferecem risco para todas.
Não sabemos quando estes parasitas nascerão, mas ao saírem de seus casulos devem acasalar imediatamente e as fêmeas buscarão lagartas para ovipositar, colocando em risco todas as nossas protagonistas. Esperamos que mesmo havendo este risco pela frente, sobrem algumas para que possamos contemplar o surgimento indescritível e improvável de uma borboleta.
Bem próximo dali, em outra folha, o corpo da lagarta antes sugada por um hemíptero ainda pende, enquanto suas irmãs mais novas parecem velá-lo. Insatisfeito, o hemíptero já devorou outra lagarta. Ele ainda é jovem, e logo deve procurar mais uma e mais outra lagarta, afinal, de outra forma ele próprio não terá chances de se desenvolver.
Na planta vizinha uma postura da mesma espécie não teve a mesma sorte das nossas pequenas. Todos os ovos tinham sinais de predação. Não sabemos quem os destruiu, mas entre os insetos que gostam de predar ovos, estão algumas formigas.
E veio um novo dia! Com ares renovados e esperança fresca! Nossos ovinhos geraram lagartinhas bebês, que nasceram saudáveis e comilonas! Desta vez, todos os ovos se salvaram, depois de 4 dias cada um deles gerou uma nova lagartinha. Então, hoje começamos a acompanhar mais uma história, são algumas dezenas de lagartas que começam a experimentar os perigosos desafios da vida. Será que desta vez conseguiremos ver ao menos uma borboleta adulta? Vamos acompanhar, a cada dia vou contar um pouquinho desta aventura!!!

É uma história que deve nos ensinar a ter muito, mas muito respeito por aquele ovo que consegue um dia descobrir o que é voar. Afinal, para cada borboleta madura que chega a fase reprodutiva, dezenas de suas irmãs jovens foram mortas pelo caminho. Uma borboleta pode dar a impressão de ser frágil, mas sua vida conta uma história de muita força e bravura.
Ontem foi criado o grupo "Protetores da Fauna Silvestre", na rede social Facebook, que reúne biólogos a fim de discutir questões relacionadas aos animais nativos e as pressões causadoras de impactos a sua sobrevivência.
O projeto já chegou à metade do seu tempo de duração. Até o momento foram constatadas mais de 200 espécies de borboletas no bosque, entre as mais de 2.500 observações computadas. Em geral, avaliações como estas são feitas pela coleta e sacrifício das borboletas, portanto, já teriam sido mortas mais de 2.500 delas, para que pudéssemos saber quais existem no Bosque do Capão da Imbuia.